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05-12-2012 02:01

P'RA ETERNIDADE

P’RA ETERNIDADE.

O dia corre apressado,
De ti nem sinal,
Nesta noite fria,
Que me esqueces,
Não terás tempo,
Nem saudade.
Como um sonho,
Que desaparece,
Ou simplesmente se esquece,
No começo matinal.
Não te procurei,
Mas te encontrei,
Meu espírito e alma,
Hoje tão desanimados,
Não estavam preparados,
Para mais um,
“Não” por ti realizado.
Sinto-me uma lua,
Lua triste e,
Tão solitária,
Que não vê sua amada.
Aprendi a escrever,
Com um mestre animado,
Mas longos são,
Os poemas desanimados.
Grandes dias de inverno,
Chuvosos e frios,
Dias todos de alma nua.

“Procuro por ti”

P’RÁ ETERNIDADE.

 

Adelino Guimarães.

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05-12-2012 01:32

LÊ-ME ETERNAMENTE

LÊ-ME ETERNAMENTE 

Fazes-me sentir um livro aberto... Um livro que sabes de cor e onde, ao virar de cada página, deixaste a tua marca com os dedos que levavas à boca, como que a beijar-me em cada momento da minha vida. Porque decidiste ler-me? Eu que sou um livro de capa tão rija, com folhas já meio rasgadas pelo tempo e envelhecidas pelo pó? Eu que já estava habituado ao meu lugar cativo, na prateleira dos não lidos? Sinceramente, não sei, não faço ideia e até confesso que me assusta um pouco. Já houve quem tentasse ler-me e, simplesmente, não continuou! Serei assim tão má literatura? Penso nisso vezes sem conta. Talvez a minha linguagem não seja acessível ou talvez a minha sintaxe seja demasiado complicada, não sei. Tenho alguns erros, é verdade e em alguns capítulos sou confuso, mas não são assim todos os livros? Assumo que a minha impressão não é das melhores e que nem sequer sou desses ilustrados, onde se percebe tudo mais facilmente, mas acho que sou um bom livro. Será que o problema é mesmo a história? Talvez seja demasiado lamechas, afinal já ninguém gosta de romances e compreendo que já ninguém queira chorar de amor. Pretendes continuar a ler-me? Queres chorar de amor? Aviso-te que não há nada pior do que deixar um bom livro a meio. LÊ-ME NA ETERNIDADE!...

 

Adelino Guimarães.

 

 

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04-12-2012 13:39

CARTA ABERTA À FAMÍLIA

CARTA ABERTA À FAMÍLIA.

Bom dia.

RESPOSTA A UMA PERGUNTA DE JOSÉ RICARDO GUIMARÃES MONTEIRO, NAS ESCADAS DO CEMITÉRIO DE S. TOMÉ DE COVELAS - CONCELHO DE BAIÃO.

O dia de sábado, 01/12/2012, Funeral e exéquias do saudoso Nelson, bem como o local, não se revelaram os mais adequados a uma resposta directamente proporcional à mágoa e revolta que sinto, desde à algum tempo.

Torna-se necessário bater mais no ceguinho, para ver se ele fica ainda mais cego, na óptica de alguns.

Quando a moral termina na consciência dos mesmos, e essa falta dá lugar ao vale tudo, referindo-me à decisão das maiorias, as atitudes borrascas, medíocres e nojentas, podem ter consequências nefastas, repercutidas aos mesmos protagonistas, veremos!...

E mesmo que eu tenha necessidade, por força das circunstâncias actuais de ter de viver debaixo da ponte ou num vão de escada, dado pressentir que nem numa cabana o poderei fazer, debaixo de um sobreiro no monte da Boavista, porque seria “corrido” de lá, por vontade das mesmas maiorias referidas, vou ter sempre a mesma dignidade, por força da educação que me deram, tanto nas escolas como no seio familiar, do passado longínquo, que me deixa grandes saudades, embora verifique que nem sempre essas saudades são transversais, o que me deixa desapontado e boquiaberto.

Quando as circunstâncias merecem uma resposta proporcional e adequada, a essa fagedemia financeira, sem se olhar à equidade, nunca foi meu propósito enviar recados por ninguém, mesmo que por vezes esse meu propósito me pudesse custar alguns dissabores.

Sou frontal, directo, franco, sincero e transparente, mas não uso jactâncias, nem pretendo notoriedades.

A fase da minha vida, embora complicada, deixou-me por enquanto uma réstia de inteligência, com a qual poderei contornar os mais tenebrosos desafios e lutar contra as adversidades e corporativismo de alguns com a décalage proporcional!...

Nunca cedi a chantagens, e mesmo na situação fragilizada em que me encontro, não cedo, nem que tenha de ir para debaixo da ponte antecipadamente.

Também nunca fui displicente, nem uso metaforismos para me refugiar em linguagens de difícil percepção.

Reitero sempre com total tenacidade e audácia o poder da razão, síntese de um propósito indicioso mas legítimo, sobre o qual assenta a razão da eloquência das minhas legítimas palavras e próprias convicções.

Se tive o passado que tive com as adversidades que tive, sinto na “pele” a falta de respeito transversalmente, por parte de quase todos, que conhecem a minha infelicidade ou infortúnio, tendo até sido vítima de cobarde agressão física recente, ainda não me sinto diminuído, lutando sempre contra todas as adversidades, colocando neste caso, o agressor a sofrer as consequências adequadas a tais circunstancialismos.

Se é verdade que aos pobres, velhos e doentes, “até os cães lhe mijam nas pernas” quando saem à rua, não creio que eu escape a tal situação, embora eu passe a ser um ser humano da rua, e por isso!..., sem no entanto dar as respostas adequadas a todos os casos pertinentes, enquanto o background adquirido aliado à força mental e física, não se desligarem de mim.

Não esqueço, dos contos cristãos, a do velhinho e doente, cujo filho o levou para o alto de uma serra longínqua e com poucas probabilidades de por lá passar alguém, para se ver livre dele, do pai. Fez-se acompanhar de 2 cobertores esfarrapados, pois era inverno, tendo dito para o pai que a partir de então teria de ficar ali, o que o pai entendeu perfeitamente o que estava proeminente.

O pai disse para o filho então:

-Filho, eu não preciso de dois cobertores, leva um contigo:

-Não, está muito frio replicou o filho, tem de ficar com os dois:

-Meu filho, leva um, pois o teu filho pode vir a precisar dele para um dia, também te colocar aqui, replicou o velhinho.

Uma lição de luva branca, que deixou o filho pensativo e voltou a levar o pai de volta.

Não esqueço da minha mãezinha Emília, nem do meu pai Ricardo, que Deus os tenha.

Vi muitas vezes a preocupação da minha mãe em privilegiar preferencialmente a filha minha irmã Adelina, fazendo-se de criada de 6 pessoas, que todos os fins-de-semana se instalavam lá em casa.

Tudo o que lhe ia na alma, é que um dia a filha querida, seria a sua fiel companheira, se algo de grave acontecesse com ela, o que infelizmente aconteceu.

Recordo e recordarei para sempre, as esperanças que a minha querida mãe tinha depositado na filha – e por isso a presenteou o mais que pode.

Além do que comiam e bebiam, era na altura eu próprio que lhes transportava de carro para Mirão uma bagageira de automóvel recheada, para além do que comiam e bebiam durante o fim-de-semana. Na altura se eu lá não ia, levavam em motos e motorizadas.

Mal a minha querida Mãe sabia o que estaria proeminente se um dia colapsasse, o que afinal veio a acontecer, como tudo se iria desenrolar!...

A “filha querida” perante o primeiro ABC que lhe deu, limitou a sua intervenção a uma assistência fugaz, e a chamar os irmãos para irem lá resolver o problema, e eles foram para convencer uma pessoa estranha à família, sem o mínimo de preparação, a ser contratada para olhar por ela, tendo sido os dois filhos, que tiveram de ir, devido ao pouco prestígio da irmã, sem que tivessem sido presenteados nas proporções da mesma.

Não esqueço que após alguma recuperação, a minha querida Mãe, ainda com alguma lucidez, falava antes do 2º AVC, e todas as vezes que me via, dizia-me com alguma dificuldade:

-"Eu conheço-te bem, tu és o Adelino. A minha filha enganou-me". Fim de citação.

Também não esquecerei nunca, que nos princípios a Joaquina queria uma folga ao domingo, então a D. Lininha ia, depois da missa a casa da mãe, e ficava durante a folga da Joaquina nas horas combinadas, domingos pagos pelos 2 irmãos à irmã com valor proporcional ao ordenado da Joaquina, para que a filha ficasse a olhar pela mãe, uma atitude deveras reprovável ou repugnante, que se veio a revelar temporária, pois a própria Joaquina, embora aldeã, achou um disparate, e resolveu abdicar de tais folgas.

Não esqueço que um dia, ainda com a minha querida mãe em recuperação, depois de tropeçar num gato, e ter partido uma perna pelo fémur, "numa conversa inflamada" que começou em sua casa tendo eu mostrei grande indignação, pelo tratamento de que ela estava a ser vítima, sem o apoio previsto da filha, mesmo depois de tudo ter feito para ajudar a filha com 4 homens (mais marido), dizia eu indignei-me com o tratamento, e perante a conversa demasiado "acesa", (enervavando a minha querida Mãe),  a mesma conversa continuou em Mirão. Nessa altura já tinham carro e foram pelos seus próprios meios, bem abastecidos como era costume. Mas eu nunca fui cobarde tendo ido a Mirão acabar a conversa, onde lhes disse o que me ia na alma, as benesses de que tinham beneficiado em detrimento dos irmãos, sem as devidas contrapartidas equitativas, e a razão de tais benesses.

Essa gentinha (de memória curta) esqueceu, que os irmãos aos 14 anos foram para o Porto com o intuito de trabalhar, sendo estudar à noite uma opção, para esperança futura, mas que tudo o que daí resultasse, seria fruto do seu próprio esforço e sacrifício.

Em abono da verdade, os 2 irmãos libertaram os seus progenitores aos 14 anos de idade de custos de alimentação, vestuário, calçado e restantes despesas inerentes, enquanto a irmã D. Lininha, ficou a usufruir das despesas pessoais a expensas dos pais, bem como o custeamento de cursos de costura, beneficiando também de todos os custos do seu casamento, da herança prematura e em vida dos pais de máquina de costura, ouro da mãe, etc, até ao seu casamento cerca dos 21 anos, bem como muitas outras pequenas heranças simuladas, para além de todos os custos descritos de fins-de-semana passados a fio em casa dos pais, depois de casada ao longo de mais de 18 anos.

Os irmãos eram ricos na óptica dessa gentinha, e por isso tinham de aproveitar em detrimento dos mesmos.

Não esqueço que a minha querida mãe foi votada ao abandono, e a determinada altura, nem sequer a noite de Natal se passou mais na sua casa. Eu não fui avisado, e acabei por ir passar o Natal a Mirão de má memória, pois até se prepararam para me agredir, na noite de Natal, e pese embora a minha decisão foi tomada logo na Lage, quando a Joaquina me comunicou que a partira de então, os Natais eram passados em Mirão, tendo eu dito logo que era a última vez que passava lá o Natal. E assim fiz. Fui sempre à tarde, e depois que chegava a noite assistia à refeição dos pais e regressava ao Porto, passando vários Natais sozinho.

Já não havia a criada para cozinhar para aquela gente toda.

Não estou vinculado a nenhum respeito especial por ninguém, mas sim advogando todos os circunstancialismos, e equilibrar as regras da boa educação, como equilíbrio fundamental e equitativo, necessário para a minha paz de espírito.

Sei bem os “terrenos que piso” e alavancarei a vida que ainda me possa restar pelos meus próprios princípios, como sempre fiz, com tudo o que se me aprouver, colapsando quando tiver de acontecer, sem remorsos nem rancores, mas por enquanto com a noção proeminente, que representa ser um vulgar ser humano mortal como todos.

Reconheço que a esquizofrenia e exacerbação andam por aí, ex aequo com paradigmas sociais ou familiares, onde a filantropia não tem lugar, ou o próprio ADN interage com eventuais boas vontades inverosímeis, onde prolifera o insano, que mais se parecem com jaculadores disfarçados, com a ânsia de se locupletar.

Fui habituado a ser humilde, nunca quis ser notável, embora tivesse tido essa oportunidade, nada me diz o misticismo, não sou parafraseador, detesto a perversidade e o promíscuo, adoro o que é profícuo, detesto os pseudo puritanos, sou relativista com orgulho, nunca fui saltimbanco embora ainda poderei ter de o ser, uso as sinergias quando tenho essa possibilidade, não me sinto sobredotado, detesto a falta de subestimação, não sou sui generis, não uso semânticas desmesuradas, nem locuções especiais, síntese das minhas próprias proposições, qualidades ou defeitos, com o qual sempre convivi racionalmente.

Encaro o status quo, como um direito (às vezes dever necessário), comum à sociedade, preservando sempre as minhas preposições, como sinónimo da minha afirmação pessoal sem relativismos.

Enfrentei os “leões” comerciais deste país, e 2 em Espanha – Madrid – Alcalá de Hanares, onde me desloquei por diversas vezes, grande parte delas indo e regressando no mesmo dia, às vezes passando por Lisboa na ida e regresso, (2.186 quilómetros, com cerca de 6 horas de paragem em Alcalá de Hanares e Madrid), (2 empresas que actuavam em Portugal), durante 36 anos, interlocutores preparados astuciosamente para extorquir os seus fornecedores, com preparações académicas em licenciaturas de economia, marketing, comunicação, direito e outras, bem como reuniões internas, diárias para afinarem sistematicamente o objectivo, tendo convivido com eles sem que me “comessem as papas na cabeça”.

Sempre que tive de lhes dizer, cara a cara que, o que estavam a tentar comigo, tinha um nome muito feio que se chamava chantagem, eu disse sem receio de nada, e foi sempre aí que eu ganhei, dado que tais interlocutores pressentiam perfeitamente as razões que me assistiam.

Enfrentei o sublimar do insólito em muitas dessas façanhas comerciais, onde às vezes mais me sentia na pele de um subsidiário, sem ser subserviente, pelo menos a não me sentir, mas a superveniência acabou por acontecer por culpa de um ministro, que me fez trabalhar incessantemente durante 26 anos a cerca de 18 horas por dia, inclusive quase todos os fins de semana e nos 2 primeiros anos a 24 sobre 24 horas, de 6ª a 2ª, às vezes a conduzir na 2ª de madrugada para Lisboa, Évora ou Algarve, dormitando simultaneamente, tendo acabado também, com a minha pouco provável felicidade conjugal, e me deu um prejuízo na altura de 1.830.000,00 € aproximadamente, devido à tecnocracia inconsequente e incompetente ou ignorância, a equação fundamental do meu desaire fatal, após a falência do Lehman Brothers.

Previ com 25 anos de antecedência o desaire do subprime, debati o problema com um gerente bancário do BES ( Sr. Mendes), meu interlocutor na altura na dependência do Carvalhido, que não mais consegui encontrar, após a crise de 2008 provocada pelo mesmo SUBPRIME, para lhe perguntar, afinal quem tinha razão!... e “não me sinto notável”!...

O desprezo a que me sinto votado por parte de certa “família”, dá-me até energia.

A cronologia não é respeitada pelo Divino, e o destino de cada um sobrepõe-se-lhe, como mais uma vez se verificou agora com o infeliz Nelson!...

Mas prolifera a divícia, eloquentemente manifestada pelas maiorias, e nem o propósito proeminente de eventuais diviciosos, os torna voluntariosamente dividuais, mesmo que o destino Divino seja o futuro de cada um, como agora se verificou com o saudoso Nelson, transformando tudo no insaciável profanador.

Não tenho nenhum problema, que ninguém da mesma família vá um dia ao meu funeral. Bem pelo contrário, até agradeço que não vá ninguém, fica desde já feito o pedido, pois poderei morrer subitamente, porque mesmo depois de morto poderei ter alguma repugnância em aceitar a mesma família, de bom grado.

Como irei viver debaixo da ponte, arrastar-me-ei para a água quando chegar a altura certa, e dado não saber nadar, quando chegar ao alto mar, os tubarões se encarregarão de mim, evitando dessa forma que alguém se preocupe comigo, mesmo depois de morto, pois prescindo bem da homenagem póstuma, mentirosa, ignóbil e profana de alguns.

Se porventura, alguém “for” antes de mim da família, eu lá estarei, salvo se as forças não o permitirem, ou se expressamente alguém o declarar por escrito ou verbalmente, que também prescinde da minha presença, pois eu poderei ir lá meter nojo, se já estiver muito velho esfarrapado, e eventualmente doente, ainda poderei contagiar alguém.

Fui assediado com exemplos tendenciosos, variadíssimas vezes pelos pais, para ajudar em boas contribuições que serviriam para a formação académica do infeliz Nelson, que Deus o tenha.

Contribuí e colaborei no que pude, franquiando inclusive a minha casa, para a sua residência de estudante no Porto, o que ele não aceitou.

Vi uma notícia no Jornal sobre o acidente que o vitimou que diz textualmente:

 “Pessoa sem rancores ou invejas, positivo e muito alegre, amigo do seu amigo, ensinava os outros a serem melhores, comenta quem o conhece na rede social Facebook, onde a vitima tem perfil aberto, acumulando agora mensagens de condolências”. Fim de citação.

Eu, perdoando-lhe tudo, não fiz parte do rol de amigos do Facebook, nem o vi mais depois de se licenciar, à já muitos anos, salvo no funeral do seu pai, tendo ajudado e muito na sua formação.

Mesmo depois de tudo o que me aconteceu, não o tive a ele, sobrinho e afilhado, nem qualquer outro sobrinho ou irmã, esta sabendo onde eu moro, que me procurassem, mas tive por outro lado, amigos anónimos, que não se cansaram de me procurar, sem saber sequer a rua onde moro, até me encontrarem. Mas são poucos porque afinal eu passei a vida a trabalhar, sem tempo para fazer amizades. Tive décadas a fio que nem para fazer uma refeição descansado tive tempo, e se entrava num café ou restaurante, foi para ir ao wc para satisfazer necessidades básicas, saindo de imediato para continuar o meu trabalho, comendo fruta a conduzir em longas deslocações nas horas de almoço, jantando às hores que calhasse, às vezes depois da meia noite, dependendo das distâncias para onde me deslocava.

Assim, sei bem o que me está destinado; Se fui já de à muito, vítima da exclusão de grande parte da família, não será de admirar que caminhe a passos largos para a exclusão social, sendo esse o meu destino, conforme dei a entender acima.

O facto de nunca ter participado em grandes tertúlias, nem familiares nem de amigos, teve sempre que ver com excesso de trabalho e falta de tempo, mas os convites familiares também não apareceram, nem depois de eu ter muito mais tempo livre.

É caso para se dizer “QUE LINDA FAMÍLIA”!..., agravadas as atitudes pelo contexto recente, que levou a minha advogada oficiosa de um processo judicial a dizer-me textualmente a propósito do mesmo assunto:

“O SR. NÃO TEM FAMÍLIA NENHUMA””O SR. ESTÁ LANÇADO AOS CÃES”. Fim de citação.

Será que estou perante uma alucinação familiar colectiva?!..., Eis a questão.

CUMPRIMENTOS.

Adelino Guimarães.

 

 

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