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05-12-2012 03:44

MOMENTOS

 

MOMENTOS


Houve momentos em que me deixaste sem palavras. Não sei como, mas conseguia-lo com naturalidade. Vias para além do óbvio, constatavas para lá do evidente, posso dizer que me conhecias como ninguém, gosto de pensar que me amavas mais do que toda a gente. Talvez fosse o teu amor que me levava as palavras deixando-me sem saber o que dizer…e eu amava-te em silêncio. Há momentos em que me sinto na penumbra eloquente das palavras do coração, não deixando extravasar os pensamentos que se tornam maduros e interiorizados, deixando em silêncio o som que me ficava entalado na garganta, como de um beijos ofegante se tratasse. Os momentos são únicos no meu pensamento. Quando me olhavas nos olhos me transmitias a sensação de grande felicidade e eu sentia uma transmissão de pensamentos turbulentos.

Nós continuaremos a viver e continuarei a sentir a doce sensação de estar silenciosamente nas tuas mãos e acima de tudo nos teus nobres PENSAMENTOS.

 

Adelino Guimarães.

 

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05-12-2012 03:42

QUEM SABE

QUEM SABE


Ouço-te quando falas, leio-te quando escreves. Não por seres a pessoa que escolhi para mim ou por nutrir por ti este sentimento mas sim porque considero que nas tortas linhas da minha vida faltava alguém que escrevesse certo. Gosto do que dizes, da forma como o dizes, gosto de quem dizes e demonstras ser. Há já algum tempo li, num livro, que jamais devemos amar alguém com quem não gostemos de conversar, não é o nosso caso pois não? Acho que nos entendemos – muito bem até – seja em que situação for. Partilhamos olhares, sorrisos e outras formas de interesse. Quem sabe? Podem estar reunidas as condições para o amor. – Será que sim? Pergunto-me eu, constantemente, e o meu coração, o sentimental, responde-me mas a minha cabeça – acho que bastante mais complicada - insiste em não entender. Faz-se de parvo, a racional, porque talvez lhe seja mais fácil deixar os sentimentos para o outro já habituado a essas coisas imensuráveis, subjectivas, a essas coisas… pouco seguras que a razão descura e o coração conhece. - Será que sim? Pergunto-me eu novamente e o coração bate mais rápido apressando-se a responder mas a cabeça não quer saber. Acho que é porque a cabeça entende o que o coração subentende. Que ele sabe pensar sozinho ao contrário de si, pobre e triste racional, que jamais conseguirá sentir. E assim se reúnem as condições para o amor. Será que sim? QUEM SABE?

 

Adelino Guimarães.

 

 

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05-12-2012 03:40

DUETO

DUETO


Cheguei a casa, despi o casaco e reparei que, nas costas, ainda trazia alguma da relva onde nos deitávamos. Não era uma coisa que costumasse fazer mas hoje é, sem dúvida, algo a repetir. Ali estávamos nós, deitados, debaixo do céu e em cima da terra, unidos pelo mesmo pensamento, pelo mesmo sentimento, pelo mesmo amar. Tu sabias que eu te amava, eu sabia que tu me amavas, ambos o sentíamos e ninguém o mencionou. Porquê? Talvez por ainda ser tudo muito novo, talvez por ser bom demais para ser verdade ou porque, simplesmente, não havia palavras que o descrevessem. A tua mão desafiava a vergonha, enquanto me procurava, e o teu coração contradizia o silêncio em dueto com o meu, como sempre. Era tão bom amar assim, numa simplicidade tão nossa… De certo que havia quem preferisse outras manifestações mas aquela era a nossa forma de sentir, de viver um pelo outro e para o outro. Não queria estar noutro lugar. Que fazíamos nós ali deitados? Não sei. Não faço ideia. Não queria estar noutro lugar. Hoje cheguei a casa, despi o casaco e reparei que, nas costas, ainda trazia alguma da relva onde me deito sozinho, sempre que me sinto só. Desta vez, era apenas relva nas costas do casaco…relembrado cheio de saudades os momentos a dois.

 

Adelino Guimarães.

 

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05-12-2012 03:37

BEST-SELLER DO AMOR

BEST-SELLER DO AMOR


Se eu escrevesse um livro acho que seria sobre ti. Um livro onde a nossa vida teria o sentido que lhe quiséssemos dar, com as vírgulas que nós escolhêssemos colocar, nos momentos que considerássemos oportunos. Um álbum de fotos do primeiro beijo, dos passeios à beira-mar e de viagens por um mundo só nosso. Seria um livro dos rabiscos que costumavas fazer-me na mão, um livro de recortes de tantas cartas escritas e um portefólio de projectos conjuntos, de pulsar de corações apaixonados. Do passeio ao Dubai, das noites passadas naquele hotel ímpar em pleno oceano, rodeado de água por todos os lados, onde parecíamos flutuar. Seria um livro de problemas ultrapassados, de metas alcançadas, de sonhos a realizar. Seria um livro de pequenos desabafos, um best-seller do amor. Se eu escrevesse um livro seria, de certeza, sobre nós, BEST SELLER.

 

Adelino Guimarães.

 

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05-12-2012 03:34

GOTAS DE ÁGUA, EMBACIADAS - GOTAS DE AMOR

GOTAS DE ÁGUA, EMBACIADAS - GOTAS DE AMOR


Ainda guardo as tuas luvas. Deixaste-as no meu carro, o mesmo que nos abrigou à conversa tantas e tantas vezes enquanto chovia lá fora. Lembro-me que tinhas o hábito irritante de desenhar com os dedos nos vidros embaciados quando sabias que eu detestava, mas ainda assim, fazia-lo com aquele à vontade que a mim me deixava pouco à vontade, que me fazia corar, por ti, contigo, para ti. Desenhavas isto e aquilo, corações em redor das gotas que iam morrer no vidro, dizendo que haveria sempre mais corações do que gotas… E no último desenho esqueceste as luvas. Hoje choveu e no vidro não vi nenhum coração, apenas uma, duas, três, milhares de gotas que me trouxeram saudades das tuas mãos. Como eu adorava ficar de novo irritado com os teus amorosos desenhos, afinal com a doce sensação de que um dia tuas mãos, fariam desenhos no meu corpo. Por isso suplico inegavelmente, REPETIÇÃO.

 

Adelino Guimarães.

 

 

 

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05-12-2012 03:32

UM DO OUTRO

UM DO OUTRO


Talvez o meu todo tenha pedaços teus. Vistas bem as coisas, o meu sorriso é mesmo meu ou será que é nosso? Faria todo o sentido ser teu também uma vez que sorri para ti como para mais ninguém… e os meus lábios? Será que são deveras meus se muitas das vezes se tornam parte da tua boca? Acho que nada em mim é apenas meu, acho que tudo em mim é secretamente nosso. Se alguém soubesse que as minhas lágrimas também são tuas e que as minhas recordações também se fazem de ti…! Se alguém soubesse que o meus olhos são teus e que só os tenho para ti...!Enfim, acho que nada em mim é apenas meu pois talvez o meu todo tenha pedaços teus. Afinal acho mesmo que nada em mim é somente meu. Mas como sonho com um final feliz, acho que tudo em mim é secretamente nosso.

 

Adelino Guimarães.

 

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05-12-2012 02:55

POBRES CASTANHOS

POBRES CASTANHOS


Acho que os meus olhos amam os teus. Já não estamos juntos há tanto tempo e ainda hoje choram por ti. Já tentei que eles conhecessem outros olhos, de outras cores, mais ou menos cristalinos mas até aqui não tive qualquer sucesso. É como se tivessem passado toda a vida à espera de ver os teus e a partir daí não quisessem ver mais nada. Ambos sabemos que tens uns olhos lindos de tão diferentes que são. Às vezes dou por mim a pensar em nós e nas brincadeiras tontas que fazíamos e eis que eles sorriem como se os teus olhos estivessem por perto mas, lá no fundo, eles sabem que não e é então que choram sozinhos. Pobres castanhos que só conseguem sorrir para ti… Tanto que os meus olhos brincavam com os teus, lembras-te? Às vezes fingiam não os ver e quando eles ficavam tristes corriam logo a amá-los, fixamente, sem pestanejar. E em muitas outras vezes eram os teus olhos que me fixavam até os meus se desviarem como que envergonhados. Brincadeiras de amor, coisas de olhos apaixonados! Que faço eu aos meus olhos que amam os teus, lindos de tão diferentes que são? Explico-lhes que o amor nem sempre resulta e que há olhos que não amam os outros? Já não estamos juntos há tanto tempo e ainda hoje choram por ti. Pobres castanhos…

 

Adelino Guimarães.

 

 

 

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05-12-2012 02:50

CARTA ABERTA A ANA KLÉCIA - BRASIL.

CARTA ABERTA A ANA KLÉCIA - BRASIL.CARTA ABERTA A ANA KLÉCIA - BRASIL.Olá    


Ana Klécia. Boa noite.

       Espantosamente você se contradiz com uma enorme rapidez. E também com uma enorme rapidez, você muda tudo aquilo que pretende, na vida académica (digo eu) ou talvez profissional.

      Afinal, onde está aquela pessoa, chamada Ana Klécia, que muito adoraria saber-se expressar como eu, e ter encontrado em mim alguém, que queria acompanhar, seguir tais princípios de textualmente aplicar, todas aquelas regras, (sintaxe ou contextos), necessárias para uma óptima apresentação de escrita?!...

      O mal dos brasileiros é exactamente esse. Mudar de ideias como quem muda de camisa (provérbio). Não serem rigorosos, terem deficiente aprendizagem, porque a mediocridade também estará nos próprios professores, dormirem demais, e dessa forma permitirem, que vão para esse lindo país, estrangeiros preparados e rigorosos, darem lições de alta qualidade, em lugar de viverem a pensar no “forró e samba” diariamente, e no dia seguinte se verá, mesmo que vivam da caridade alheia ou dos vizinhos, conhecidos e (ou) amigos, ou ainda dedicarem-se como alternativa, à indolência e (ou) criminalidade, para a devida sobrevivência, mais tarde já sem forças, nem imaginação, viverem debaixo da ponte, ou no vão de escada.

      Se fiz exactamente o “tal jornal” em PDF, foi por causa da pontuação, que no e-mail se perde em parte. Até terá sido um pouco a seu pedido, uma pessoa que tudo demonstrou, não se cansar de ler e apanhar o mesmo jeito (palavras textualmente suas, de muito uso no Brasil), jeito esse contextualmente profícuo e necessário, para alavancar o seu entusiasmo.

     Mas afinal a mesma pessoa, tão entusiasmada, vem agora dizer que não vai escrever com formalidades, e até com citações de vocabulários bonitos!... Por não achar necessário!... Eles são difíceis, mas é preciso tarimba e se não for rigorosa consigo própria, não mais irá conseguir. Veja o exemplo do penúltimo parágrafo acima.

      Afinal no que ficamos, Ana Klécia? Está vendo como eu apanho as pessoas. É nestas pequenas/grandes atitudes e na displicência. Primeira análise, sobre si, feita a muitos milhares de quilómetros de distância!... “DISPLICENTE”.

      Bem me queria parecer que lhe seria difícil acompanhar, embora ainda me terá enviado alguns textos, minimamente conseguidos, mas o seu mal está exactamente na falta de rigor – Segunda análise feita a muitos milhares de quilómetros!... “AUSÊNCIA DE RIGOR, NA SUA PERSONALIDADE” EGO/ADN.

     Para piorar as situações, os seus 2 últimos e-mail.s falham ex aequo, redondamente na pontuação, e consubstanciam falta de consistência, o que em boa verdade, é o mais fácil de toda a escrita, a pontuação. Pois esse mau hábito, de misturar assuntos diversos no mesmo parágrafo, sem vírgulas, pontos finais ou caps lock no início das frases, e até na mesma linha de texto, “não é nada”, e transforma-se para quem lê, numa amálgama de assuntos perniciosos, e contextualmente difíceis e indizíveis, para decernir!...

    Você é uma pessoa fanática por uma determinada religião – Terceira análise feita por mim, a muitos milhares de quilómetros!... “FANATISMO”.

      E não será profícuo falar-me, das mudanças constantes no Brasil, porque eu conheço o Brasil, e as suas políticas, melhor que a maioria dos brasileiros, posso garantidamente afirmar, porque leio bastante sobre o Brasil, e conheço por tal as suas melhorias, podendo até dizer-lhe que saíram da pobreza extrema para uma espécie de classe média baixa, cerca de 20.000.000 de brasileiros de 2011 para 2012, e que no ano anterior, tinha acontecido o mesmo, com um número algo semelhante.

     Também lhe sei dizer que até 2014 o Brasil terá cerca de 52.000.000 de habitantes a ascender a essa espécie de classe média, conhecida por D, o que é excepcional, com renda mensal entre R$ 768 e R$ 1.064, sendo que cerca do mesmo número de brasileiros, ascenderam a esta classe, na última década.

  • E ainda, que segundo dados da OCDE, em 2014 Moçambique será o 3º país do mundo em crescimento económico, embora este país seja ainda paupérrimo, não sendo portanto, necessário muito, para se situar nesse 3º lugar.

 

  • Ainda sei também, que há no Brasil, cerca de 3,5% de cidadãos ricos e super-ricos, pessoas rigorosas, empresários ou eis empresários, estes actualmente proprietários de enormíssimos valores patrimoniais, o que dá cerca de 6.850.000 nacionais, incluindo muitos estrangeiros (cerca de 50%), estes que foram para o seu país, criar enormes empresas, e empregar os seus concidadãos, ajudando o Brasil a evoluir, económica e socialmente!...  

      E ainda que para ser classe média A, tem de ter uma renda mensal, entre R$ 1.064 e R$ 4.591 e acima desse valor, é considerado classe média B.

      Se se muda o tema da lealdade ou falta dela para “prostituição”, é a Ana Klécia que o faz, e não eu. É que nem sempre uma mulher infiel é prostituta. Quarta análise mal conseguida por sua parte, e apanhada por mim, a muitos milhares de quilómetros de distância. “NOÇÃO ERRADA E PROMÍSCUA ENTRE FIDELIDADE OU FALTA DELA/PROSTITUIÇÃO”.

      Prostituta, é a mulher que se intimiza com um homem, a troco de dinheiro, como toda a gente no mundo inteiro, sabe. Parece que você foge à regra, mas também não há regra sem excepção, e neste caso, será você a excepção, pejorativamente.

      Mas já que falou no assunto, e por muito que lhe custe ler, vou dizer-lhe que essa “profissão”, não acabará mais, (contrariando o seu pressuposto), em país nenhum do mundo, porque em boa verdade, ela é também a “profissão”, mais antiga do mundo. Lembre-se dos primórdios do mundo, já no tempo de Cristo e da Madalena arrependida!... Ou será que nada sabe sobre isso?!... Outra análise minha a muitos milhares de quilómetros de distância. “FALTA DE CULTURA GERAL”.

  • Não será necessário dizer, que a prostituição, é directamente proporcional às dificuldades económicas, e devido a essas mesmas dificuldades, e quando as oportunidades de emprego aumentam, democraticamente a serem dadas, de igual para igual, entre homens e mulheres, como está a acontecer no Brasil, a situação a esse nível, está realmente a melhorar drasticamente, para bem do Brasil e seu prestígio social, nunca esquecendo que qualquer empregador, dará sempre preferência a um homem, pelo facto de o homem não ter a “missão nobre” de dar à luz, e consequentemente o tempo legal de assistência a bebés nos primeiros meses, que nos países com democracias evoluídas como na Europa, está de à muito legislada, a igualdade de tal assistência, a ser dada por igual, tanto pelo pai, como pela mãe.
  • Prezaria muito que assim fosse!... Mas infelizmente a prostituição escancarada ou disfarçada, nunca acabará, porque muitas mulheres, adoram essa vida, até que a idade avançando, ficam numa situação embaraçosa, salvando raras excepções - aquelas que durante essa vida - conseguiram amealhar, ou apanhar alguém distraído.
  • Como lhe disse de princípio, escrevo assim para toda a gente e NÃO é para chamar a atenção, mas sim porque sou perfeccionista e foi assim que eu aprendi.
  • Uma base sólida nos meus estudos, acompanhado pela minha personalidade e rigor pessoal. Fás parte de mim próprio, ser rigoroso e cumpridor, de tudo o que me rodeia na vida, social e não só, não deixando abandalhar nunca, a minha forma de estar na vida.

     Os dons naturais não se discutem ou ensinam, nem se aprendem nas universidades, estão no EGO ou ADN das pessoas, e não valerá muito a pena, estender-me muito a esse respeito, pois isso é também científico e inexplicável.

     A dureza da personalidade é inversamente proporcional à moleza ou falta de rigor, e tanto quanto conheço de si, já acima explanado, vejo que às vezes se entusiasma (mesmo com pouco), e muito rapidamente voltando para a moleza, de não querer melhorar. Personalidade volátil, com muito pouca consistência ou segurança de si própria. Lamento ter de o dizer. Mas assim você pode esforçar-se, para melhorar esse particular. Embora me diga que tem personalidade forte, não é assim que a vejo, lamentavelmente.

      Sobre o seu último parágrafo, do seu último e-mail, uma amalgama de assuntos misturados, desde pontuação à falta de sintaxe, mas fala do analfabetismo, dos movimentos sociais de CENTENAS DE MILHÕES DE JOVENS?!... Fala portanto em pelo menos 2 dígitos, (quando o brasil tem menos que 2 centenas de milhões de habitantes no total), portanto menos de 2 dígitos incluindo crianças, adolescentes jovens, adultos e terceira idade, onde vc demonstra mais uma vez, estar muito distante de ter uma civilidade, ou cultura geral razoáveis, pois o caso da terceira idade, e na sua óptica, um país livre de analfabetismo?!.., Quando não há em todo o mundo nenhum pais assim. Que seja o Brasil o primeiro, é o que eu estimo, e você tenha razão, mas as probabilidades são absolutamente inalcançáveis, nem daqui por um milhão de anos.

Agora vou eu dormir, pois aqui são 01:00 h.

Cumprimentos de boa noite e fique com Deus. Não espero nem desejo qualquer resposta, por nada aprender consigo.

Adelino Guimarães.

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05-12-2012 02:09

BEIJO DE CHOCOLATE

BEIJO DE CHOCOLATE


Sonhei contigo…Era de noite e não sei porquê emprestei-te o meu carro. Para teu azar foste bater com ele num outro carro e foi então que me ligaste a chorar porque tinhas tido um acidente. Quando lá cheguei vi que não era nada de mais, que estavas bem e logo ali fiquei contente pois só tu me preocupavas. Fui em direcção a ti e foi naquele momento que me abraçaste e nem percebi porquê. Talvez por estares nervosa, triste ou apenas para não teres que pagar o arranjo. Não fazia ideia e nem queria saber, simplesmente porque era o meu abraço e não ia desperdiça-lo a pensar no que quer que fosse. Durante segundos senti que o tempo tinha parado à nossa volta e que era ali o meu lugar. Passei-te a mão no cabelo, olhei para ti como se te conhecesse a décadas, limpei-te as lágrimas e fomos resolver todas as burocracias inerentes a qualquer acidente. Enquanto o fazíamos, não reparei que escrevias qualquer coisa de nada no meu telemóvel e depois de tudo tratado e de teres acalmado um pouco, despedimo-nos com tanto de palavras como daqueles silêncios que nos são característicos. Fui para casa com o coração tão amachucado como o meu pára-choques porque, até em sonhos, sabia que não era possível nada mais porque, até em sonhos, sabia que as músicas nos mentem quando nos dizem "eu sei, tudo pode acontecer" mas no caminho só pensava em ti, em nós. Nesse momento resolvi ver as horas para saber quanto tempo faltava para te ver de novo e peguei no telemóvel. Quando o desbloqueei vi que estava escrito no visor, num pequeno grande SMS " Obrigada, amo-te. Beijos de chocolate". Fiquei tão contente. Queres saber que horas eram? O relógio parou nas 22:41, a hora em que me abraçaste... Foi apenas um sonho, mas sabes que mais? Quando acordei a boca sabia-me a chocolate.

 

Adelino Guimarães.

 

 

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05-12-2012 02:07

SABOR A MAR

SABOR A MAR


Hoje estive na praia sozinho. Lembrei-me daquela vez que fomos os dois já de madrugada, lembras-te? Foi numa das primeiras vezes que saímos, acho que a terceira talvez. Tínhamos combinado um jantar entre amigos, daqueles amigos que se amam, sabes? Lembro-me como se fosse hoje. Levaste uma túnica amarela com umas alças muito finas que te faziam sobressair os ombros, parecia feita para ti. Não ficaria bem a mais ninguém. No pescoço usavas um fio muito discreto como que a marcar o sítio a partir de onde eu poderia beijar. E tanto que eu pensei nisso. Beijo? Não beijo? Bem-me-quer? Malmequer? A completar o resto, a mesma ganga de sempre, simples e confortável que ia acabar numa sandália típica de verão, prática, simples, nada daquelas coisas “trés chique” que usam as pessoas fúteis. Estavas linda, estavas tu, achei-te linda para sempre. Ainda sei o que pediste para o jantar. Uma daquelas saladas naturais típicas de ti mesma, cheias de cor e coisinhas vindas de todo o mundo. Por momentos, fiquei a olhar-te enquanto comias. Acho que nem reparaste mas naquele momento amei-te outra vez. Mais tarde, depois de horas de conversa, entrelinhas e sorrisos envergonhados, saímos do restaurante. Sítio interessante, lembras-te do nome? Decidimos passear à beira-mar, debaixo do olhar atento da lua que me piscou o olho, sem tu veres. Passeámos de mão dada, ainda hoje sinto a tua mão. Como não podia deixar de ser - não fosse eu tão distraído - molhei as calças todas e tu riste de mim, comigo, para mim. Que sorriso lindo! Acho que não reparaste mas naquele momento amei-te outra vez. Quis tanto beijar-te. Beijo? Não beijo? Bem-me-quer? Malmequer? Beijei mesmo, ainda hoje sei o teu sabor, trago-o na boca. É só o que tenho de ti. Hoje estive na praia, sozinho. Na areia escrevi “amo-te”, na esperança que alguma onda leve o meu amor até ti. Quanto ao restaurante, esse chamava-se “Sabor a mar”..

 

Adelino Guimarães.

 

 

 

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